
NA FLORESTA DO ALHEAMENTO
"No nosso jardim havia flores de todas as belezas. . . rosas
de contornos enrolados, lírios de um branco amarelecendo-se,
papoulas que seriam ocultas se o seu rubro lhes não espreitasse
presença, violetas pouco na margem tufada dos canteiros miosótis
mínimos, camélias estéreis de perfume. . . E, pasmados por cima
de ervas altas, olhos, os girassóis isolados fitavam-nos grandemente.
Nós roçávamos a alma toda vista pelo frescor visível dos
musgos e tínhamos, ao passar pelas palmeiras, a intuição esguia
de outras terras. . ."
Fernando Pessoa 11/12 outubro, 1913 (foto minha)
"No nosso jardim havia flores de todas as belezas. . . rosas
de contornos enrolados, lírios de um branco amarelecendo-se,
papoulas que seriam ocultas se o seu rubro lhes não espreitasse
presença, violetas pouco na margem tufada dos canteiros miosótis
mínimos, camélias estéreis de perfume. . . E, pasmados por cima
de ervas altas, olhos, os girassóis isolados fitavam-nos grandemente.
Nós roçávamos a alma toda vista pelo frescor visível dos
musgos e tínhamos, ao passar pelas palmeiras, a intuição esguia
de outras terras. . ."
Fernando Pessoa 11/12 outubro, 1913 (foto minha)